[Review] Dishonored, traição regada a sangue e ratos

Uma nova franquia começada do zero mas publicada por uma das maiores empresas do mundo dos games, a Bethesda, responsável por trazer ao mundo títulos como Fall Out 3 e Elder Scrolls. É assim que Dishonored (Desonrado) chegou a o mercado, e mesmo com o nome da gigante publisher por trás ainda levantou suspeitas do público e da critica, será apenas mais um jogo “tapa buraco” genérico ou um “stealth” de verdade? A série tem futuro? Descubra isso e muito mais.

A história

Durante o jogo você vive os acontecimentos da vida do Lord Protector Corvo Attano, o guarda costas da imperatriz Jessamine de Dunwall que impera em um reino caótico tomado por uma praga que dizima grande parte da população mais pobre, infestando as cidades de ratos carnívoros, nojentos e famintos.  A imperatriz deu ao seu guarda costas a missão de buscar uma solução definitiva para a praga em reinos distantes mas quando ele vai ao encontro dela e de sua filha Emily para se reportar, a história muda seu rumo, eles são atacados por guerreiros misteriosos que utilizam poderes sobrenaturais como o teletransporte, após uma breve batalha a imperatriz é assassinada e sua filha sequestrada. Quando os guardas e membros da realeza chegam e presenciam a cena do corpo de Jessamine sem qualquer sinal da presença de outra pessoa ali se não Corvo, ele é imediatamente acusado e preso.

Durante alguns meses de sua estadia nada agravável na cadeia ele é submetido a tortura e tem seu rosto marcado a fogo, um dia antes de sua execução ele recebe uma pequena ajuda, a chave de sua cela, e ai a aventura começa. Logo de início você já começa a conhecer as várias possibilidades para se cumprir um objetivo, desde passar despercebido até promover uma chacina. Mais adiante na história você recebe uma visita durante seus sonhos onde um personagem conhecido apenas como Outsider que, além de trazer algumas informações, marca a mão de Corvo com uma inscrição lhe garantindo poderes sobrenaturais, a partir dai começa sua jornada atrás de vingança e de Emily, que foi sequestrada pelos conspiradores.

A jogabilidade

Dishonored não foge muito ao que estamos acostumados, os comandos são simples e comuns a todos os FPS mais populares, espaço pula, ctrl abaixa, WSAD, mouse mira e atira. A única coisa que pode causar uma certa confusão no início é quando você está com duas armas na mão, com sua arma principal, a espada (e a mais legal) e o revolver como secundário, por exemplo. A primeira coisa que vem a cabeça quando você está com uma arma na mão é tentar usar a mira utilizando o botão direito do mouse mas o que acontece é que ela dispara e alerta meio maracanã de inimigos, isso aconteceu comigo algumas vezes mas não chega a ser um problema, apenas um detalhe que acho importante observar. O que diferencia bastante o jogo são os poderes sobrenaturais que você adquiri no decorrer do jogo e que tornam tudo mais interessante, com eles você poderá fazer coisas como teletransportes curtos, possuir o corpo de animais como ratos e cães (feios feito o capeta), utilizar um tipo de visão raio-x, e um tipo de coração mecânico (macabro) que indica onde estão artefatos que o ajudam a aumentar seus poderes e melhorar suas habilidades.

Mil maneiras de se assassinar (ou não)

Além de seus poderes e habilidade, suas armas e equipamentos podem (e devem) ser melhorados durante o jogo utilizando as “coins” (moedas) encontradas por todo o lado. As ferramentas unidas lhe darão um número enorme de possibilidades de cumprir suas missões durante o jogo podendo optar pelo combate direto, o que resultara em corpos e atrairá ratos famintos e de quebra podem querer fazer de você uma sobremesa, pode passar totalmente despercebido utilizando seus poderes e a habilidade de se esconder nas sombras optando por apenas “adormecer” os inimigos, ou pode eliminar os oponente um a um com suas armas e poderes sem alarma-los, para qualquer uma das formas o que não faltam são opções, tornando o jogo divertido, dinâmico e desafiador.

 A interface e os menus

Aqui está mais um ingrediente que contribui para um bom futuro da franquia, os menus são simples mas bonitos e a interface é muito convidativa e fácil. Durante o jogo você pode pressionar o botão de scrool do mouse  para ter acesso a um mini menu rápido com seus poderes e armas ou rolar o botão para escolher entre eles. A interface do jogo se completa com as barras de life (vida) e de “poder” que devem ser devidamente abastecidas, seu sangue pode ser revitalizado por uma poção de líquido vermelho encontrada em frascos ou comendo todo tipo de alimento que se encontra, pão, comida enlatada, fruta, ratos assados, enfim. É impossível não lembrar de Fall Out onde saiamos comendo coisas feito mendigos famintos para revitalizar o “sangue”. Sua barra de “poder” deve ser regenerada com uma poção de liquido azul. Tudo na tela se encontra em perfeita harmonia, o que torna a partida agradável.

“Salve-se quem puder”

O desenrolar da história é realmente muito agravável, você vai cumprindo objetivo atrás de objetivo, explorando o mapa e se afundando cada vez mais em Dunwall, nada é realmente obrigatório em Dishonored, você não precisa necessariamente cumprir essa ou aquela missão mas a quantidade de “quests” secundárias durante o caminho vai acabar inevitavelmente te desviando da missão principal e quando perceber você estará atras de um peixe para dar ao gato e de um queijo para dar ao rato sem saber muito bem o porque. Por ser muito imersivo você acaba gastando horas em pequenos trechos de missões as vezes apenas para passar sem ser notado, mas aqui fica a dica mais importante para este jogo, jamais esqueça de salvar pois todo o esforço de passar por uma dezena de guardas pode ir por água abaixo se você morrer a alguns passos do próximo checkpoint, então você terá de voltar até o save anterior que provavelmente será muito antes de todo o trabalho que você teve, este detalhe sem dúvida é desanimador, o sistema de save de Dishonored é “brochante”, por isso lembre-se sempre de salvar seu progresso.

Os sons e gráficos

Aqui eu tiro meu chapéu para os produtores, o jogo possui um gráfico diferente, não pesa para um lado realista e sim para um mais artístico, digamos assim. Se reparar nos detalhes as texturas se assemelham a pinturas que não conferem um tom de realismo mas realmente o tornam uma obra de arte. Além de belos os gráficos são muito leves, como jogamos a versão PC aproveitamos para testa-lo na novíssima GTX 650 Ti da Nvidia em conjunto com o processador AMD FX 8150, o jogo fluiu muito bem a um nível muito alto de FPS sem quedas ou “lags”, o que torna o jogo acessível a proprietários de PCs mais modestos.

O visual de Dishonored é inspirado na europa do século 18/19, mais especificamente na cidade de Londres deste período, o que é facilmente notado nas roupas dos civis e da realeza além da arquitetura da cidade, os guardas lembram muito policiais e soldados alemães do mesmo período. Algo que se nota rapidamente é a semelhança com Half-Life, ao me deparar com as maquinas gigantes pelas ruas, as maquinas e sons estranhos e até as defesas da cidade lembrei na hora do jogo da Valve, isso sem dúvida se deve ao envolvimento de um dos criadores dos cenários de Half-Life em Dishonored. Os detalhes visuais do jogo se encontram onde devem realmente estar, a vista do jogador, desde as armas e equipamentos até os inimigos, durante as horas que passei em Dunwall não encontrei nenhum “bug” ou erro gráfico absurdo, na verdade não encontrei qualquer detalhe digno de crítica quando o assunto são os gráficos e a ambientação.

Os sons desempenham um papel crucial em um jogo stealth e em Dishonored eles cumprem a missão de ser parte integrante do ambiente. Nem tudo que se ouve durante o jogo é 100% realista mas a grande maioria contribui para a experiência de jogo, o som da lamina decapitando seu inimigo, os tiros, as explosões, as magias e os diálogos, todos os sons unidos para te levar a horas imergidos na história e no ambiente sombrio que a envolve.

O que nós achamos, vale a pena comprar?

Nosso review busca levar a vocês leitores um resumo do que encontramos de mais importante durante nossa própria experiência de jogo mas em Dishonored esta tarefa foi difícil, quando eu o estava testando imaginei que seria fácil fazer o review de um jogo com tantos adjetivos, com uma jogabilidade tão envolvente que o faz perder a noção do tempo, mas no fim é difícil resumir a experiência que se tem ao jogá-lo. Este é um jogo que deve “seguir carreira” e ganhar um sucessor, o universo de possibilidades é enorme, existem poucos erros a serem corrigidos e, ao contrário do que muitos afirmam, é algo diferente do que se vê no mercado. Não utilizamos o sistema de notas no Lock Gamer pois acreditamos que a melhor avaliação é a do leitor, mas se eu tivesse que dar uma nota para o conjunto seria 10, mesmo não sendo um amante do estilo fui conquistado por Dishonored, aconselho vocês a comprarem sem medo, só não se esqueçam se salvar o progresso, sempre.

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Versão testada: PC

Gênero de jogo: FPS/Ação

Data de lançamento: 09/10/2012

Produtora / Publisher: Bethesda

 Faixa de preçoPC – R$ 119,00 (steam). X360 e PS3 – R$ 199,00.

Requisitos do sistema

Requisitos Mínimos:

Processador: Intel Pentium Dual Core / AMD Athlon X2
Velocidade do processador: 2 núcleos de 3 GHz
Memória RAM: 2 GB
Memória de vídeo: 512 MB
Chipset de vídeo: NVIDIA 9800 GT / ATI HD 4850
Direct3D: Sim
Versão do DirectX: 10.0
Sistemas Operacionais: Windows Vista, Windows 7
Espaço: 9 GB livres em disco

Requisitos Recomendados:

Processador: Intel Core 2 Quad / AMD Phenom X4
Velocidade do processador: 4 núcleos de 2.4 GHz
Memória RAM: 4 GB
Memória de vídeo: 768 MB
Chipset de vídeo: NVIDIA GTX 460 / ATI HD 5850
Direct3D: Sim
Versão do DirectX: 11.0
Sistemas Operacionais: Windows 7
Espaço: 9 GB livres em disco

Configuração utilizada:

Sistema operacional: Windows 7
Processador: AMD Bulldozer FX 8150 (stock)
Memória RAM: 8 GB
Placa de vídeo: GTX 650 Ti (1 GB)
DirectX: 11
Placa de som: DirectX

Resolução: 1920×1080

Média de FPS: 99

Por: Lock Gamer

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