[Review] GTX 1080 Founders Edition, o “fim da evolução”?

Em todos estes anos nesta indústria vital esta é a primeira vez que pegamos em (quase) primeira mão uma placa de vídeo recém lançada com tanto hype envolvido quanto a GTX 1080. Passamos meses especulando como ela seria, que especificações teria e como se sairia nos jogos em comparação com as placas da geração passada de AMD e Nvidia. Bom, enfim temos ela em mãos e trouxemos todos os detalhes para você.

“Nova pra valer”

nvidia-anuncio-oficialmente-geforce-gtx-1080-1070-2O motivo da GTX 1080 ter derrubado várias pessoas da cadeira com seu desempenho arrasador é muito simples, ela não é mais apenas uma evolução das arquiteturas, ela é uma revolução! A GTX 1080 vem equipada com um chip Pascal de 16nm contra os 28nm da GTX 980, e nós poderíamos perder algumas linhas explicando nos mínimos detalhes sobre as diferenças mas vamos apenas fazer uma conta simples de que a Nvidia tem agora um chip quase duas vezes menor que o da GTX 980 com quase o dobro de desempenho.

Pascal_recursos-16nm-gtx 1080.jpgClaro que incentivamos você a buscar informações mais detalhadas sobre a arquitetura, porém, se vai apenas comprar, isso pode ser um resumo grosseiramente suficiente.

Sim, parece um Lamborghini

Para seu modelo de referência a Nvidia tem adotado um design agradável desde a série GTX 700 em todas suas placas de vídeo acima de GTX X70 até as Titan. Para a nova geração eles mantiveram a essência do design mas mudaram os traços para algo mais “poligonal”, o que nos remete aos recortes utilizados por uma renomada fabricante de carros italiana.

design GTX 1080, GTX 980, GTX 780, GTX 780 Ti, GTX 980 Ti.jpgEsse foi sem dúvida um divisor de águas com alguns curtindo e outros criticando a mudança no visual, nós temos que admitir que gostamos do novo visual, principalmente quando você pega ela em suas mãos e percebe que ela é ainda mais bonita que nas renderizações, além disso as mudanças são sutis quando ela está dentro do gabinete.

Mais cara que a custom?

ASUS_Strix_GTX1080-review-analise-pt-br-pichau-boxPassados agora alguns meses do lançamento da GTX 1080 o mercado começa a se estabilizar e podemos fazer um julgamento mais justo. O modelo Foudners Edition (referência) em tese deveria custar mais do que os customizados pelas fabricantes parceiras, mas atualmente já é possível encontrá-los no mesmo preço de um modelo personalizado o que, dependendo do ponto de vista, é algo positivo.

Gigabyte-GTX-1080-Founders-Edition-2.jpg

Para quem busca um modelo Founders Edition vendido pelas fabricantes parceiras, é positivo poder pagar menos mas considerando que ele custa o mesmo ou até mais que um modelo com refrigeração personalizada, clocks mais elevados, componentes diferenciados e alguns outros “extras” pode perder um pouco de sentido;

2 GTX 1080 é o “limite”

SLI e CrossFire não são tecnologias muito populares e existem bons (ou maus?) motivos para isso, a falta de otimização nos jogos é um dos mais importantes que vem acompanhado do aquecimento, consumo de energia, e por aí vai. Ciente disso a Nvidia decidiu que duas GTX 1080 é o suficiente para você, por isso a única combinação oferecida pela fabricante é um SLI “simples” que deve garantir a performance necessária e uma melhor otimização nos drivers.

NVIDIA-GeForce-GTX-1080-Dual-SLI.jpgPara overclockers e entusiastas que gostariam de umas quatro GTX 1080 de uma vez só, a solução ainda não veio. Nós concordamos com a proposta já que ao menos para usuários comuns o SLI com duas placas é suficiente e complicado o bastante para quem quer apenas uma “plug and play” sem perder horas configurando.

Sai a ponte do “1,99” e entra a “estilosa”

nvidia-geforce-gtx-1080-sli-high-bandwidth-2-way-bridges.pngLembra daquelas pontes SLI nada bonitas das gerações anteriores? Se aposentaram, isso porque mesmo você podendo utilizá-las em um SLI de GTX 1080 ela limita a comunicação das duas GPUs a 400 MHz. A nova SLI HB Bridge chega aos 650 MHz garantindo extrair toda a performance da combinação de duas GPUs Pascal, além de ser muito, mas muito mais estilosa que a antiga.

Um backplate inteligente

Um detalhe importante que pode passar despercebido é o backplate, aquela “chapinha” que vai atrás da placa de vídeo e ajuda a prevenir o empenamento (entortar), dissipar o calor e proteger os componentes. a GTX 1080 Founder Edition possui um e ele traz uma opção inteligente, ele vem em duas seções sendo que a de trás pode ser removida para a configuração em SLI ajudando no fluxo de ar do cooler.

Mais rápida que duas GTX 980 e superior a GTX Titan X

Se não foi essa a frase da noite do lançamento então não sabemos o que pode ser, Jen Hsun ao revelar a GTX 1080 afirmou que ela é superior a um SLI de GTX 980 e de quebra ainda superava a estúpida GTX Titan X que testamos aqui, a placa de vídeo mais poderosa lançada até então pela Nvidia.

NVIDIA-GeForce-GTX-1080-benchmark-desempenho.jpg

A citação foi feita ao apresentar a renderização em tempo real que serviu de base para várias outras informações que vemos a seguir mas é preciso enxergar além para realmente ver o que está no gráfico. Infelizmente não temos no momento duas GTX 980 sobrando por aqui, nem mesmo a GTX Titan X que em um momento oportuno deve voltar a nos visitar, então novamente temos que nos basear em testes externos.

GTX_titan_xE eles realmente comprovam o que a Nvidia prometeu, a GTX 1080 supera a GTX Titan X e até um SLI que GTX 980, só que neste último caso por uma margem muito pequena na média, o que revela que a GTX 1080 pode até ter o dobro da performance da GTX 980 mas não é em todos os casos. O SLI também não é um bom parâmetro de comparação como veremos mais a frente.

VR não é Full HD – SLI não é o dobro

Perceba que no gráfico de desempenho da GTX 1080 comparada com a GTX 980 mostra um ganho superior a 2x a performance da irmã mais velha, mas existe um asterisco bem importante nos lembrando que isso é em VR (realidade virtual), campo em que a atual geração e principalmente GTX 980 não são exatamente a vanguarda, então é mais que esperado um ganho para popularizar a tecnologia antes que ela morra no ninho.

GeForce_GTX_1080-SLI_GTX-980.jpgTambém precisamos observar que o desempenho nos jogos não foi 2x superior a GTX 980, chutando aqui a seco sem uma escala de porcentagem dá para propor entre 70%-90%. Também são dois jogos que não são tão favoráveis a concorrência e utilizam Nvidia Gameworks.

Quem já pesquisou um pouco sobre SLI e Crossfire deve saber que a escala de desempenho não é perfeita, então 2 GTX 980 em SLI não equivalem a dobrar a taxa de FPS, em cenários muito positivos um ganho de 70%-80%.

Memória GDDR5X

gtx-1080-benchmarks.pngBom, talvez isso também não seja uma grande novidade já que os rumores anteriores citavam que a GTX 1080 poderia utilizar as memórias GDDR5X e ela utiliza mesmo. O que pode ser uma surpresa é o clock de 10 GHz das memórias da GTX 1080 e os 9 TFLOPS de desempenho, e ai começam as comparações. Para se ter uma ideia a GTX Titan X possui 7 TFLOPS com GPU Boost, a GTX 980 Ti cerca de 6,5 TFLOPS e a GTX 980 comum “apenas” 5,3 TFLOPS.

Clock insano!

NVIDIA-GeForce-GTX-1080-benchmark-desempenho_clock_2GHZSe você achar que 10 GHz seja pouco para a VRAM então precisamos falar sobre o clock da GPU. Mesmo que você não seja fã de números e clocks você pode entender isso, algumas placas de vídeo trabalham com um clock de 1500 MHz em overclock absurdo a GTX 1080 foi mostrada rodando a nada menos que 2114 MHz na GPU e 11016 MHz nas memórias com um overclock “leve”. Novamente para se ter uma base, a GTX 980 Matrix trabalha em 1431 MHz em modo boost.

Overclock a 2 GHz? Fácil

GTX 1080 overclock MSI Afterruner.jpgNão temos por costume utilizar overclock em nossos testes mas devido curiosidade com o clock da GTX 1080 nós nos atrevemos a “brincar” um pouco com os clocks, tudo com a devida assistência de “responsáveis” por perto para garantir estar fazendo tudo corretamente e os resultados são mesmo surpreendentes como você pode ver a seguir nos testes com ótimos ganhos e a marca dos 2 GHz facilmente alcançada.

Baixa temperatura… para o semiárido nordestino

nvidia_geforce_gtx_1080_cooler.jpg

A Nvidia atualizou seu sistema de refrigeração por câmara de vapor que nos acompanha desde a geração GTX 600 com a GTX 690, desde então vem evoluindo e nas Pascal não foi diferente. Caso já tenha lindo nossos reviews das gerações anteriores vai lembrar que sempre falamos sobre a alta temperatura de operação das GTX top, mas isso tem um bom motivo.

Existe um número mágico, 82º C. Este é o número máximo que a GTX 1080 deve atingir em temperatura de operação e até chegar lá a Nvidia prefere o silêncio, por isso a curva da fan (“ventoinha”, se preferir) é bem suave e o ruído aumenta de forma lenta e gradual até chegar aos 82º C e então fazer de tudo para manter essa temperatura alvo, o que se dá com o aumento da velocidade do fan e consequente aumento do ruído.

nvidia_geforce_gtx_1080_câmara_vapor_refrigeração_sistema_cooler.jpgNós conseguimos a “proeza” de quebrar a barreira dos 82ºC em algumas oportunidades, o que pode ser fruto da falta de amadurecimento do driver, e mesmo assim não houve queda de desempenho e o “número mágico” foi alcançado com certa frequência mas sem tanto ruído.

Ainda que possa parecer uma temperatura elevada ela não afeta o desempenho da placa ou causa qualquer risco ao conjunto já que é algo dentro do projeto e planejado pela Nvidia.

Consumo de “popular 1.0” desempenho de V10

GeForce_GTX_1080_Top_.jpg

Algo que também ajuda na baixa dissipação de calor é certamente o TDP reduzido, a GTX 1080 tem um TDP de 180W que é superior ao da GTX 980 comum que possui um TDP de 165 W, então mesmo subindo um pouco o consumo ele se mantém baixo. Para a GTX 1080 é necessário apenas uma fonte de 500W e um conector PCI de 8 pinos. Isso foi possível graças a migração da arquitetura 28nm usada desde a idade da pedra (GTX 680) para a nova de 16nm.

Sim, nós sabemos que vocês querem saber quanto ela puxa da tomada e vamos providenciar nos próximos reviews, infelizmente o equipamento não chegou a tempo… um oferecimento, Correios.

Não é para rodar “no talo” no seu monitor Full HD

Todo esse poder de fogo obviamente é canalizado para cumprir uma grande missão que atualmente não é rodar um jogo no ultra em Full HD, papel que tem sido delegado a placas como GTX 960 e R9 380 que cumprem bem a tarefa. GTX 980, superiores e concorrentes diretas tem sofrido para entregar um bom desempenho em 4K e a situação fica ainda mais difícil com realidade virtual.

NVIDIA-Pascal-VRPerceba que estamos falando de coisas que não fazem parte da realidade da maioria dos gamers por um motivo importante: é ‘caro pra diabo’. Com isso concluímos que a GTX 1080, apesar de rodar tudo no ultra em 1080, 1440p e alguns jogos 4K terá foco em VR que é a sensação do momento.

4K “no talo” a 60 FPS

Claro que precisamos falar sobre isso. Não, a GTX 1080 não roda TODOS os jogos em 4K a 60 FPS, ainda não foi dessa vez e a tarefa deve ficar com a GTX Titan X (Pascal) e com uma futura GTX 1080 Ti, mas quando foi que a Nvidia prometeu isso? Bom, nós não nos lembramos de nenhuma ocasião, o que se criou foi mesmo uma grande expectativa sobre algo que sequer foi citado.

nvidia-geforce-gtx-4k-GTX-1080-60-fps.jpg

Mas SIM, a GTX 1080 roda tudo no ultra em 4K, o que não quer dizer altas taxas de FPS em todos os jogos. Também não podemos esquecer que em resoluções acima de 1080p muitos filtros podem e devem ser desativados para garantir mais desempenho e porque a própria resolução suaviza o serrilhado na tela, então é possível rodar a 60 FPS em 4K mas não com tudo no máximo. O fato é que ao menos em nossos testes, a GTX 1080 foi capaz de entregar uma taxa de FPS acima dos 60 em alguns jogos.

A febre da realidade virtual

nvidia-geforce-gtx-4k-GTX-1080-VR-realidade-virtual.jpgClaro que precisamos falar sobre isso. Não, a GTX 1080 não roda todos os jogos em 4K a 60 FPS, ainda não foi dessa vez e a tarefa deve ficar com a GTX 1080 Ti, mas quando foi que a Nvidia prometeu isso? Bom, nós não nos lembramos de nenhuma ocasião, o que se criou foi mesmo uma grande expectativa sobre algo que sequer foi citado.

A geração 4K…

Se tem uma palavra mais falada ultimamente do que eficiência é a resolução 4K. Pode parecer algo de outro mundo, de cinema, mas na verdade é apenas uma resolução um pouco mais alta do que as que já estamos acostumados em telas de 32″, 4K é a resolução 3840X2160 e se você fizer as contas ai vai dar exatamente o dobro da resolução Full HD 1920×1080, por isso 4K também é chamado de “Ultra HD”.

watchdogs_MFAA_GTX 970_GTX 980_benchmarkAs placas da geração anterior já tinham como foco o 4K mas a GTX 980 avança um pouco mais neste campo e nos deixa afrouxar um pouco mais a taxa de FPS. Em nosso teste conseguimos pela primeira vez efetuar benchmarks em 4K graças a tecnologia DSR (Dynamic Super Resolution) que explicamos mais adiante. É de se imagina que se você investe mais de R$ 2 mil em uma placa pretende jogar tudo no máximo em qualquer resolução disponível, mas isso não era possível na geração passada onde jogos muito exigentes precisavam de um CrossFire ou SLI para rodar no máximo em 4K.

… mas em Full HD?!?

Enquanto você está se acostumando com o Full HD (1920×1080) e sofrendo para rodar os jogos com os filtros no máximo nesta resolução as fabricantes já pensam adiante e colocam as resoluções 4K como meta de desempenho. Para sermos realistas, não é algo que a maioria dos jogadores possam alcançar, então esta meta de resolução fica limitada a placa que custam acima de R$ 1200,00. Como as GTX 970 e GTX 980 4K é algo obrigatório mas a Nvidia não quis lançar placas de vídeo de alto desempenho que fossem uma exclusividade para quem possui monitores com essa resolução, mas como levar uma qualidade 4K para monitores Full HD?

nvidia-maxwell-dynamic-super-resolution-dsr.jpgA resposta da Nvidia é o DSR (Altíssima Resolução Dinâmica), com ela os games podem ser renderizados até 4K ou outras resoluções de ponta, e então podem ser dimensionados para a resolução nativa da tela do usuário usando um filtro gaussiano de 13 toques. A imagem resultante tem qualidade muito maior do que apenas renderizar diretamente para 1080p, o recurso é ativado automaticamente pelo GeForece Experience que otimiza os jogos de acordo com a capacidade de seu hardware, então sempre que for possível o reucrsos será ativado.

Contra quem a GTX 1080 “briga”?

GTX 1080_disputa_com_qual_AMD_Nvidia_GTX 980_Ti.jpg
Com estratégia diferente da concorrente a Nvidia começou apostando no mercado high end e entusiasta partindo somente depois para as placas de entrada, a GTX 1080 por enquanto tem apenas suas irmãs como rivais mas em diferentes patamares de preço e desempenho como a GTX 980 Ti da geração passada e agora a recém lançada GTX Titan X (Pascal) que virá bem mais cara. R9 Fury X fica abaixo em termos de desempenho e a um preço incompatível, deixando a GTX 1080 praticamente como a única opção nessa faixa de preço até uma RX 490.

O GeForce Experience

Com a evolução do hardware e as empresas com produtos tão parecidos em poder de processamento cada vez mais surgem formas de tirar maior proveito daquilo que você comprou. A Nvidia lançou a pouco tempo um aplicativo que reúne uma série de soluções que pode nos ajudar a obter a melhor experiência possível com a placa de vídeo que adquirimos (por isso o nome sugestivo de Geforce Experience), ele traz ideias que prometem mudar a forma como jogamos.

A mais notável das funções é sem dúvida nenhuma a de otimizar os jogos para o seu hardware sem que você precise perder horas seguidas mudando os detalhes do jogo, aumentando ou diminuindo algum filtro e medindo o FPS, o mais legal é que as configurações são sugeridas pela própria Nvidia tem uma equipe trabalhando para testar as mais diversas combinações que possam obter o melhor desempenho com a placa de vídeo que você comprou.

Geforce experience-como configurar-gravação-sem-perder-fps.jpgCom o Geforce Experience também é possível gravar vídeos utilizando menos de 10% da capacidade de sua placa de vídeo com o Shadowplay, algo particularmente valioso para quem possui um hardware mais modesto e quer gravar gameplays. Fizemos o teste e o resultado é mesmo surpreendente, é a melhor solução comparado a outros programas como o FRAPS que consome muito mais da GPU e diminui o FPS. Além disso, o Geforce Experiente ajuda a manter seu PC em dia informando e auxiliando na instalação do driver mais recente para sua placa de vídeo, outra função é o streaming com o Nvidia Shield que é feito através do Geforce Experience.

O conceito é interessante por nos proporcionar não apenas o hardware mas nos oferecer a melhor forma de tirar todo o proveito de seu potencial de uma forma simples, o Geforce Experience pode agradar desde os mais avançados aos iniciantes.

Especificações técnicas

especificações GTX 1080.jpgConfira as especificações completas aqui.

Com o que testamos?

Componentes:

Placa mãe: GA-Z97MX Gaming 5

Processador: Intel Core i7 4790K 4.4 GHz (turbo) 4.0 GHz (stock)

Placa de vídeo: Nvidia GTX 1080 (Founders Edition)

Memória: 16GB DDR3 (2x8GB) Corsair Vengeance 1600 MHz (stock)

Disco Rigido: 3TB 7200 RPM

Fonte: Corsair 850W

Monitor: Benq 22” (1920×1080, 1ms resposta)

Sistema Operacional: Windows 10 64bits

Conexão de Vídeo: DVI Resoluções – 4K 3840×2160, 2560×1440 e 1920×1080

Versão do Driver de Vídeo: Nvidia Driver 368.39

Como testamos

Nós preferimos deixar os benchmarks com programas profissionais de edição ou similares para nossos colegas, aqui o assunto principal é o desempenho nos games.

É importante ficar claro que esse sistema não é 100% preciso, então nos permitimos uma margem de 10% para mais ou para menos devido a variações de drivers ou updates em games. Os resultados são “médias” que podem variar de acordo com o cenário escolhido para o teste em cada jogo e com o hardware utilizado como CPU, memória RAM e GPU.

Cada jogo é configurado de acordo com suas opções gráficas, mas no geral utilizamos a seguinte dinâmica:

  • Preset mais alto disponível como ultra e very high em resoluções até 2560×1440 (1440p)
  • Quando em 2160p (4K), reduzimos os filtros de antiserrilhamento AA para FXAA ou desligamos se o jogo não oferecer essa opção;
  • Os testes são feitos com os últimos drivers e versões atualizadas dos jogos e do sistema;
  • A captura das amostras em vídeos é feita com Raptr da AMD ou Shawdowplay da Nvidia que oferecem quedas mínimas de performance;
  • O monitoramento das informações é feito com o MSI Afterburner e a medição de frames é obtida com o FRAPS;
  • As temperaturas são medidas pelo GPU monitor e variam de acordo com o ambiente que não é controlado variando de acordo com os testes.
  • Os valores em frames são obtidos ao rodar o mesmo jogo três vezes no mesmo preset gráfico. Depois, é feita uma média dos resultados obtidos nas três partidas para que fique um valor mais íntegro e tente eliminar variações;
  • Para jogos que não possuem benchmark próprio ou não condizem com as condições gerais de desempenho no jogo, adotamos um save específico disponível para download aqui.
  • Tecnologias proprietárias como Nvidia GemeWorks, PhysX e AMD Tress FX são desativadas para obter uma média justa de comparação.

Entenda os números (FPS)

Optamos por realizar os testes utilizando alguns dos jogos mais “pesados” do mercado para que você tenha uma visão geral do desempenho, utilizamos sempre a configuração predefinida mais alta de que o jogo dispõe sem alterar manualmente. Entendemos que a média mínima de FPS aceitável para que a experiência de jogo não seja prejudicada é sempre acima de 30, abaixo disso já é possível notar a diferença, mas você deve prestar muita atenção antes de julgar o desempenho do produto testado.

Mesmo quando ele não é capaz de obter uma média acima de 30 FPS não significa que o desempenho foi ruim pois as placas de baixo custo, por exemplo, nem sempre são desenvolvidas para rodar os jogos em altas resoluções ou detalhes no máximo e sacrificam um pouco do desempenho em favor do baixo custo. Procure sempre a configuração ideal para cada hadware diminuindo detalhes até alcançar um equilíbrio ideal de desempenho e lembre-se se identificar qual é o foco de desempenho ao qual a GPU ou CPU se propõe.

 Avalie o desempenho

Sempre que analisar um review leve em consideração o foco de produto, se ele é ou não voltado a obter o máximo de desempenho ou se a intenção é equilibrar desempenho e custo. A compra de um hardware deve ser medida pelo conjunto custo x benefício, se a placa de vídeo ou processador em teste não é capaz de executar algum dos jogos testados “no máximo” pode ser possível uma melhora de desempenho desativando algum filtro ou diminuindo a resolução se o seu objetivo é obter um produto mais em conta, mas se está em busca do melhor ele deve ser capaz de executar os jogos com todos os filtros a uma média sempre acima do recomendado. Note que quanto mais desempenho um produto oferece mais caro ele será.

Crysis 3


Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Crysis 3

 Battlefield 4

Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Battlefield 4

Fallout 4


Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Fallout 4

Call of Duty: Black Ops III


Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Black Ops III

 GTA V


Benchmark GTX 1080-i7 4790K- GTA V

Project CARS


Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Project CARS

Rise of the Tomb Raider

Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Rise of The Tomb Raider- DirectX 11Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Rise of The Tomb Raider- DirectX 12

The Witcher 3

Benchmark GTX 1080-i7 4790K- The Witcher 3

Hitman 2016

Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Hitman DirectX 11Benchmark GTX 1080-i7 4790K- Hitman DirectX 12

 O que nós achamos, vale a pena comprar?

A GTX 1080 é uma das placas mais poderosas que testamos até hoje, capaz de encarar todos os desafios que foram impostos com alguns dos jogos mais pesados da atualidade em configurações com altos níveis de detalhes e resoluções até 4K. O trabalho da Nvidia foi realmente impressionante representando um salto de performance em relação a geração anterior (GTX 980) e se isolando no mercado sem ver qualquer opção da concorrente até o momento.

Nós ficamos impressionados com o poder de overclock do chip Pascal e mesmo com um modelo de referência fomos capazes de alcançar números expressivos com real ganho de desempenho. Infelizmente com a opção da Nvidia de praticamente criar uma referência “gourmet” com a Founders Edition, os preços se elevaram e elas ficam no mesmo patamar de preço de modelos custom.

Como é costume, a Nvidia traz não apenas um produto com mais desempenho, ela acrescenta recursos e novas tecnologias. Mais uma vez a eficiência energética também nos surpreende com uma placa de alto desempenho com apenas um conector de energia de 8 pinos e TDP de apenas 180W. Com tantos pontos positivos não temos motivos para não recomendar a GTX 1080 e dar a ela nosso selo máximo.

Qualificação GOLD:

Selo de Qualidade_GOLD
Produto recomendado: Selo de Qualidade

Pontos positivos:

– Memória GDDR5X

– Baixo nível de ruído.

– Novas tecnologias.

– Apenas um conector PCI 8 pin.

– 8 GB de memória.

– Pronta para VR.

 

Pontos negativos:

– Preço do modelo Founders Edition

Deixe a sua opinião

Queremos realizar testes que sejam uteis a maioria dos gamers, sejam eles hardcore ou apenas jogadores casuais, por isso precisamos da sua participação para fazer um review que contenha exatamente o que você quer saber sobre o hardware para facilitar na hora da compra ou nas comparações. Deixe sua sugestão, o que você gostaria que aparecesse em nossos testes?

Por: Lock Gamer

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