O primeiro Black Ops vendeu bastante, menos do que a Activision gostaria, mas ainda sim gerou muito lucro e uma legião de fãs, em Black Ops II tudo aumentou, o número de fãs, o número de vendas (mais do que o de fãs) e o marketing envolvido. Logo que foi anunciado surgiram as criticas, “lá vem mais um DLC”, a Treyarch por sua vez prometeu um jogo diferente e com gráficos renovados, algo difícil de acreditar já que desde Modern Warfare não se vê muita novidade em Call of Duty, mas nós demos um pouco de crédito a eles e procuramos as tais “melhorias” na franquia.
Mudar pra que?
Eu poderia muito bem encaixar no review a história de que “em time que está ganhando não se mexe”, mas não acho que seja o caso, pois mesmo com pequenas mudanças, Black Ops II trouxe algo de novo para a série, mesmo sem mudar o que sempre deu certo. Tudo está no lugar, é um Call of Duty legítimo, tem a historinha do vilão que quer dominar o mundo, os mocinhos que vão sofrendo e morrendo pelo caminho, o mesmo arroz e feijão do multiplayer, a jogabilidade fácil e os gráficos “mais ou menos legais” que rolam em quase todos os PCs que estão por ai e não dão muito trabalho aos consoles, mas por incrível que pareça, existem coisas novas.
Uma história para humilhar Hollywood
Se você não sabe, a série Call of Duty já superou famosas franquias do cinema como Harry Potter e Star Wars, Black Ops II é uma claro exemplo do porque. A ousadia que falta as outras produtoras e publishers, a criatividade e a interação que hollywood não é capaz de reproduzir, tudo isso está presente em Black Ops II. O modo singleplayer sempre foi um dos pontos fortes da série e faz tanta diferença que obrigou a série Battlefield a ter um modo história que mesmo pouco criativo e ousado atraiu o público. Ao finalizar o primeiro jogo da série você poderia pensar, o que eles vão inventar agora? Ficou um “gancho” para uma continuação? Eu pessoalmente achei que seria difícil criar algo sem invadir o território de Modern Warfare nas guerras atuais, então seguindo a lógica, os produtores pularam esta parte e foram logo para 2050, nas guerras do futuro.
Em Black Ops II nos encontramos novamente com velhos conhecidos como Alex Mason, seu parceiro Woods e até mesmo Victor Reznov, de uma forma particularmente curiosa. Mas a história se passa no futuro e os protagonistas são outros, David Mason (filho de Alex) é quem combate um dos vilões mais incríveis dos últimos tempos, Raul Menendez que forjou seu ódio e maldade na época das operações do primeiro jogo da série. O enredo pode parecer complicado no início para quem não acompanhou o game anterior já que uma hora você está em 2050 e na outra retorna aos anos 80, isso ocorre quando David Mason recorre ao então velho e paraplégico Woods, que conta o que não vimos no primeiro Balck Ops para esclarecer os acontecimentos do futuro enquanto controlamos os personagens nas missões, tanto mocinhos quanto vilões. Pode parecer “clichê” mas é muito fácil ser inserido na história de Black Ops II e se pegar ligando acontecimentos do primeiro jogo para decifrar os enigmas da trama, e pode ter certeza de que tanto as revelações quanto o final são surpreendentes.
As decisões fazem a diferença
Call of Duty já foi muito criticado pela sua linearidade, a forma com que os acontecimentos do modo história se desenvolvem sem que qualquer tipo de decisão tomada durante o jogo faça diferença no desfecho, mas isso mudou em Black Ops II, mesmo que seja de uma forma acanhada suas decisões durante o desenrolar da trama influenciam diretamente na história do jogo que tem nada menos do que cinco finais diferentes. Então se você já “zerou” Black Ops II ainda pode jogar novamente o modo singleplayer e elegir outras combinações de decisões para descobrir quais são os outros finais.
A jogabilidade
Tanto no modo singleplayer como no multiplayer o quesito jogabilidade não é algo com que os produtores se preocuparam em modificar, se você está acostumado com a série Call of Duty vai se dar muito bem com os controles. As novas armas e “ajudantes robóticos”, digamos assim, como drones voadores e cópias armadas de Rob the Robot (dê um Google) são algumas novidades interessantes que apresar de dar uma certa “mão de obra” extra para controlar se mostram bastante eficazes e divertidos, as novas armas que parecem ter saído de um programa de “wallhack” e literalmente varam as paredes também adicionam um elemento a mais para eliminar “campers” (ou criar alguns mais).
Um futuro com paredes de papel e inimigos pessoais
Em um futuro próximo, as paredes do mundo todo (e não só dos Estados Unidos) serão feitas de papel, madeira ou qualquer outra porcaria que será um péssimo esconderijo durante tiroteios. Em Black Ops II são raras as paredes que não são possíveis varar, pelo menos no modo singleplayer, e não precisa nem de uma arma específica, praticamente qualquer uma pode varar paredes e matar inimigos, talvez algum futuro patch corrija isso. Outro grande “pecado” e que parece ser consenso entre os programadores, é o de que mesmo que você tenha um exército inteiro ao seu lado, no modo história eles não precisam fazer nada além de figuração, durante as missões não é difícil perceber que todos os inimigos só tem olhos e balas para você, todo mundo atira em você, não importa quantos amigos estejam juntos na missão, você parece ter feito alguma ofensa a mãe deles ou algo do tipo.
A interface e os menus
O menu do primeiro Black Ops foi um dos mais legais de todos os tempos, ela simulava a sala onde Mason sofreu a lavagem cerebral e assim como em Metro 2033 as opções ficavam em objetos espalhados por ela. Black Ops II tentou seguir a linha “descoladão” nos menus mas não é tão legal quanto, a ideia de um óculos interativo foi uma boa tentativa, ficou bom, mas não tanto quanto no primeiro jogo, mesmo assim é bem agradável navegar por ele. A interface segue a mesma linha de todos os Call of Duty e se não tivesse que falar sobre ela no review eu sequer teria reparado nela já que é bem discreta e funcional.
Os sons e gráficos
A Treyarch prometeu melhores gráficos e de fato eles estão ai, mas você precisa fazer um grande esforço para perceber, é tipo dizer que vai caprichar mais no bolo e colocar apenas uma ou duas cerejas a mais, está lá mas você precisa perder um tempo procurando. Na verdade por mais que alguns critiquem eu ainda acho que os gráficos de Call of Duty são suficientes, não são maravilhosos mas quase todo mundo pode jogar, seja nos consoles ou no PC, aliás, as opções de configurações dos gráficos aumentaram no PC, o jogo está até um pouco mais exigente quanto ao hardware e fez nossa HD 6950 em conjunto com o FX 8150 entregar uma média de 80 FPS com todos os filtros no máximo , o que confirma que ele pode rodar em praticamente qualquer PC a uma alta taxa de FPS. Os sons são ótimos e contribuem para a ambientação do jogo que é um dos pontos altos. Os famosos “corredores” que limitam suas opções de locomoção ainda estão lá mas agora somos induzidos a seguir o caminho correto e não forçados a isso.
O modo multiplayer e os “zumbis”
Nunca fui muito fã do modo frenético e pouco objetivo do multiplayer de Call of Duty onde todos ignoram uma bandeira ou qualquer outro objetivo comum para sair por ai simplesmente atirando feito louco ou “camperando” atrás de uma moita qualquer apenas atrás de “frag”, onde matar parece ser a palavra chave e jogo em equipe coisa de outro mundo. O fim do Kill Streaks e a substituição pelo Score Streaks que basicamente premia por cumprir objetivos e não por matar, equilibrou um pouco a situação mas é uma questão de cultura “callofdutyana”, o objetivo é secundário, “matar é o que há”.
As armas modernas com miras de todos os tipos e robôs armados no campo de batalha são tão úteis quanto granadas, ajudam mas não substituem o trabalho braçal, eles são legais mas felizmente não afetam drasticamente o equilíbrio da partida. Uma novidade interessante é que agora é possível personalizar seu soldado de uma forma mais eficiente, você pode escolher o que levar para o campo de batalha sem ser obrigado a carregar nada que não queira, assim as combinações de equipamentos ficam a seu critério.
O modo zumbi que era apenas um extra se transformou de vez em um modo completo, praticamente um jogo a parte, ele segue seu próprio caminho e adiciona um motivo a mais para jogar Call of Duty, pode ser uma opção para quando você terminar o modo história, enjoar do multiplayer e preferir uma partidinha com os amigos onde o inimigo é comum a todos em um divertido modo cooperativo adicionando uma espécie de Left 4 Dead ao jogo onde existem zumbis de todas as raças e tamanhos para você encher de bala.
O que nós achamos, vale a pena comprar?
Posso não ser fã do multiplayer mas admiro as qualidades e a forma como ele é utilizado na série, principalmente com as modificações que ele sofreu tornando a pontuação mais justa e me convencendo a passar mais tempo nele. O modo história foi o que moldou a série Call of Duty e em Black Ops II ele renasceu de uma forma surpreendente, um enredo que em Black Ops foi recebido com desconfiança se mostrou um sucesso em sua continuação, a mistura de elementos, os personagens, as localidades, tudo em harmonia. Parecia impossível fugir da receita Modern Warfare e fazer sucesso, mas Black Ops II mostra que é possível fazer algo “igual mas diferente” seguindo todos os passos do multiplayer de sucesso e apresentando um singleplayer que traz de volta aquele sentimento de que você está participando de um verdadeiro filme de hollywood só que muito melhor pois você está dentro da história e ainda pode interferir no desfecho. Black Ops II é sem dúvida o melhor Call of Duty dos últimos tempos e um dos melhores de toda a franquia, seria loucura não aconselha-los a comprar e participar de uma experiência incrível.
Plataformas: PC (R$ 109,00), PS3 (R$ 199,00), X360 (R$ 199,00) e Wii U (ainda não divulgado para o Brasil)
Requisitos Mínimos:
Processador: Intel Core2 Duo E8200 / AMD Phenom X3 8750Velocidade do processador: 2 núcleos de 2.66 GHzMemória RAM: 2 GBMemória de vídeo: 512 MBChipset de vídeo: NVIDIA 8800 GT / ATI HD 3870DirectX: 10Sistemas Operacionais: Windows Vista, Windows 7, Windows 7 64-bitConfiguração utilizada:
Sistema operacional: Windows 7
Processador: AMD Bulldozer FX 8150 (stock)
Memória RAM: 8 GB
Placa de vídeo: HD 6950 (1 GB)
DirectX: 11
Placa de som: DirectXResolução: 1920×1080
Média de FPS: 45
Por: Lock Gamer







