Depois de muitos anos a AMD resolveu reviver a marca “FX” que fez sucesso no passado e hoje, depois de um começo um pouco “confuso”, também alcança relativo sucesso frente aos concorrentes da linha Core i e começa a provar seu potêncial com seus oito núcleos físicos que agora passam a ser realmente utilizados. Depois de dar uma “patinada” no lançamento com a decepção dos usuários que esperavam um FX octa-core capaz de bater os Core i7 quad-core top de linha, começaram a surgir rumores de que a AMD daria sequência a linha Phenom com um possível Phenom III, o que foi desmentido recentemente, mas dois nomes tradicionais vão ganhar fôlego novo, os Semprom e Athlon.
Ainda hoje, mesmo com a popularização das APUs que já chegam em sua terceira geração e possuem características atraentes para os consumidores que buscam um produto com bom equilíbrio entre preço e desempenho, os velhos Semprom e Athlon II ainda são os “queridinhos” escolhidos como opção de baixo custo para consumidores domésticos e principalmente por consumidores corporativos. Estes últimos não recebem muito destaque no glamouroso mundo dos hardwares mas são extremamente importantes para qualquer fabricante e em se tratando de processadores a briga entre Intel e AMD é pesada com os Pentium, Celeron, Athlon e Semprom que são escolhidos para integrar PCs de baixo custo, mini PCs e estações de trabalho onde a palavra chave é equilíbrio.
A aposta da AMD para a próxima geração de Athlon e Semprom é utilizar a mesma plataforma das APUs Kabini com modelos de 2 a 4 núcleos Jaguar com GPU e controladores embutidos no processador, eles utilizarão GPUs da série HD 8000 “discretas” com um desempenho mais modesto que os da “linha A” de APUs porém superior aos atuais Celeron, Pentium, Semprom e Athlon que dependem das GPUs (chip de vídeo) acopladas nas placas mãe. Outro conceito que vai fazer muita diferença será o baixo consumo de energia, o que também significa componentes mais baratos e menor dissipação de calor evitando a necessidade de gabinetes gigantes e coolers barulhentos.
Diferente do que possa parecer, está não é uma notícia que interessa apenas para quem precisa receber um PC novo no trabalho que seja ao menos capaz de rodar um vídeo do You Tube, os processadores que já foram sinônimo de piada entre os gamers que eram menos “desprovidos de grana” pode ser uma opção até mesmo para quem pretende rodar alguns jogos. Segundo a AMD, os modelos mais potentes possuem qualidade de jogo dos consoles, ou seja, será capaz de executar jogos em configurações médias, provavelmente em HD, tudo isso gastando muito menos, algo que pode favorecer os mini PCs que começam a tomar as salas do mundo todo que poderão ser mais do que apenas um DVD/Netflix descolado, serão praticamente consoles. Isso também vale para as Steam Machine que terão um preço salgado mas com o Steam OS como sistema aberto não devem demorar a surgir alternativas bem mais baratas baseadas nesses processadores.
Um mini PC no lugar de um console se torna algo cada vez mais acessível, não acham?
Por: Lock Gamer