[Review] Medal of Honor: Warfighter, “no caminho certo”

A série que durante anos foi referência no mundo dos games como o FPS de guerra a ser batido viu seu reinado ser levemente ameaçado quando os primeiros jogos da série Call of Duty foram lançados e nos dias atuais luta para encontrar seu espaço no cenário de guerras modernas. Longe dos “palcos” da Segunda Guerra Mundial onde se destacou e as sequências fluíam naturalmente, hoje a franquia Medal of Honor luta para encontrar sua identidade em um mercado saturado de jogos FPS e dominado pelo fenômeno de vendas Call of Duty. MOH (2010) foi uma tentativa de embarcar na onda do momento de guerras atuais buscando um universo diferente da concorrência, as operações secretas da guerra americana contra o “terror”, receita seguida em Warfighter que felizmente evoluiu em alguns pontos mas retrocedeu em outros.

A história

Em Warfighter nós continuamos acompanhando os membros da Tier 1, os acontecimentos são uma sequência direta de Medal of Honor (2010), o foco ainda são as operações secretas na “guerra ao terror” mas desta vez a história se aprofunda mais na vida dos soldados, mais especificamente na de Preacher que divide sua vida nas operações com os dilemas familiares e se encontra em meio a uma crise em seu relacionamento. Mesmo sendo uma sequência você não se sentirá deslocado na história se não tiver jogado o título anterior, existem poucos pontos onde os fatos dos dois jogos sofrem uma ligação e praticamente nenhum é indispensavelmente necessário para entender o enredo.  Personagens como Vooodo e Mother estão de volta em uma tentativa dos produtores de nos familiarizar com a série e no desenrolar dos fatos nós teremos de dar adeus a um dos velhos conhecidos em um “acidente de trabalho” que revela as faces reais da guerra onde os soldados não são imortais.

Filipinas, Somália e claro, Oriente médio são os cenários muito bem ambientados no jogo, além do combate cerrado curtimos experiências com veículos como helicópteros, barcos e principalmente os carros com as perseguições que adicionam um elemento a mais de diversão, apesar de ser algo linear nos tirando do combate repetitivo, representa uma espécia de bônus descanso mas não é apenas para “encher linguiça” pois estas missões tem papel importante na história. O desenvolvimento de Medal of Honor Warfighter contou com o envolvimento de soldados de verdade, tudo para que a experiência nas missões fossem o mais próximo possível da realidade e parece que isso foi seguido a risca já que alguns soldados chegaram a ser punidos por liberar informações aos produtores. É evidente que a proposta do jogo é a de mostrar o submundo das operações secretas que decidem destinos, unem e destroem famílias mas não aparecem nos noticiários, a intenção não é retratar uma guerra que pode existir e sim uma que está acontecendo neste momento.

A jogabilidade

Vamos tratar do multiplayer a seguir, então aqui me limito ao modo singleplayer. A movimentação é bem agradável assim como em MOH 2010, o fato de que sair pulando e deitando feito um maluco não é tão simples como em Call of Duty por exemplo, concede um fator a mais de realismo. A ambientação também é algo que manteve a qualidade, você realmente é enfiado literalmente no campo de batalha com elementos que remetem a cada localidade. Uma novidade interessante são as invasões, agora você possui várias opções para invadir uma sala que vão desde tripés a fitas explosivas. Estas opções vem bloqueadas e para libera-las você deve acumular head shots durante as invasões. Dirigir os carros não é algo tão simples quanto pode parecer, mesmo sendo um FPS parece que os produtores de Need For Speed fizeram uma visita, as SUV reagem a sua pilotagem de uma forma bem divertida, não diria que é realista mas já é bastante para um jogo que não tem nada a ver com corrida.

Infelizmente Warfighter não traz uma boa variedade de armas e equipamentos no modo carreira, você pode pegar algumas das milhares de variações da AK 47 no chão, utilizar uma ou outra sniper, algumas pistolas, rifles variantes do M4, algumas escopetas, uma USAS 12, visão noturna, essas cosias, mas não chega a ser uma super experiência bélica. Outro fator negativo e extremamente decepcionante é a inteligência artificial dos inimigos, ela decaiu muito e seus parceiros são praticamente inúteis, os inimigos tem uma mira de atirador de elite, jamais erram um tiro e eles são sempre direcionados a você, não importa se te viram ou não, igualzinho aos bots do Counter Strike.

O multiplayer salvador da pátria

Não que a história do jogo seja ruim, eu diria que ela é incompreendida e não deve ser comparada a Call of Duty apesar de ser inevitável, o mesmo ocorre no modo multiplayer mas aqui a conversa é diferente e foi onde aconteceu a verdadeira revolução na série. Antes do lançamento foi anunciado que Medal of Honor Warfighter contaria com diversas forças especiais do mundo todo e logo se estranha quando encontramos apenas aparições irrelevantes delas no modo história, você se pergunta, cade? A resposta é que elas foram parar no multiplayer, e elas estão muito bem lá mas na verdade são apenas skins que pouco ou nada causam equilíbrio, este papel fica a cargo das classes que deixaram de ser apenas três, agora temos snipers, assault, heavy gunners, point man, special ops e demolition munidos de equipamentos especiais.

A personalização das armas também está mais completa e é outro fator que faz a diferença e, como é de costume, os “upgrades” ocorrem de acordo com a progressão de “levels”. Os suportes também estão de volta, artilharia, radar, essa coisa toda. Com diversas classes envolvidas gerando partidas equilibradas onde cada classe tem seus pontos fortes e fracos logo fica evidente a necessidade de estar sempre acompanhado de amigos com classes diferentes, o multiplayer sem dúvida é o ponto forte do novo Medal of Honor.

A interface e os menus

Todos os envolvidos na produção do jogo já são experientes o bastante para cometer erros primários na interface e no menu, o que não significa que eles não aconteçam. Não é que sejam ruins, os menus são simples no modo singleplayer e a interface também, o que é bom, mas poderia ser muito melhor, parece ter faltado um pouco de inspiração ali pois é tudo prático mas não é tão convidativo. No modo multiplayer o mesmo problema acontece, na hora de escolher as partidas os jogadores se confundem com o menu e as exageradas opções de partida, as telas de personalização de personagem e armas são mais agradáveis assim como a interface in-game que parece ter se adaptado melhor com sua simplicidade e praticidade sem muita “frescura”.

Os sons e gráficos

Utilizando o mesmo motor gráfico de Battlefield 3 e NFS: The Run, Meda of Honor: Warfighter apresenta um gráfico incrível, a riqueza dos detalhes tanto na versão PC quanto nos consoles é bem semelhante ao que vimos de m BF3 de que o jogo adotou muito mais que só o motor gráfico, isso com certeza contribui para a ótima ambientação do game que reproduz muito bem as localidades dos mapas. É possível ver um amadurecimento da engine  mas nos PCs isso não significa um jogo mais leve, nossa maquina de jogos montada com o FX 8150 e uma HD 6950 (1GB) manteve uma média de FPS aceitável mas muito próxima do limite.

Se existe um ponto onde Warfighter não decepcionou foram os sons, nada de bugs aqui, o que temos é um áudio de ótima qualidade, daqueles que te deixam felizes pelo investimento em um bom sistema multimídia ou um headphone de uma centena de Reais. Os sons durante a partida são muito agradáveis, os tiros, explosões, como costumo dizer, nunca ouvi um tiro real de AK 47 para saber se os sons dos jogos são realistas mas a sensação passada no novo Medal é agradável e bem diferente, graças a participação de vários especialistas acredito que sejam bem próximos do real.

O que nós achamos, vale a pena comprar?

A história de Medal of Honor: Warfighter é boa mas não espetacular, não atendeu minhas expectativas mas conseguiu me surpreender em alguns trechos, o que realmente salva o jogo e o faz ser um bom candidato a sua prateleira é realmente o seu modo multiplayer, este sim surpreendeu de um modo positivo e pode garantir intermináveis horas de diversão. Infelizmente a franquia Medal of Honor ainda é apenas um fantasma do que foi a muitos anos onde o singleplayer era mais importante que o multiplayer mas ela está se adaptando a nova realidade e está no caminho certo, Warfighter é um exemplo disso. Mesmo com todos os problemas que o jogo apresenta, sim, vale a pena comprar.

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Requisitos Mínimos:

Processador: Intel Core 2 Duo / AMD Athlon X2
Velocidade do processador: 2 núcleos de 2.4 GHz
Memória RAM: 2 GB
Memória de vídeo: 512 MB
Chipset de vídeo: NVIDIA 8800 GTS / ATI HD 3870
Direct3D: Sim
Versão do DirectX: 10.1
Sistemas Operacionais: Windows Vista, Windows 7
Espaço: 20 GB livres em disco

Requisitos Recomendados:

Processador: Intel Core 2 Quad / AMD Phenom II X4
Velocidade do processador: 4 núcleos de 3 GHz
Memória RAM: 4 GB
Memória de vídeo: 1 GB
Chipset de vídeo: NVIDIA GTX 560 / ATI HD 6950
Direct3D: Sim
Versão do DirectX: 11.0
Sistemas Operacionais: Windows 7 64-bit
Espaço: 20 GB livres em disco

Conexão de no mínimo 1Mb/s com a internet para o jogo online.

Configuração utilizada:

Sistema operacional: Windows 7
Processador: AMD Bulldozer FX 8150 (stock)
Memória RAM: 8 GB
Placa de vídeo: HD 6950 (1 GB)
DirectX: 11
Placa de som: DirectX

Resolução: 1920×1080

Média de FPS: 35

Por: Lock Gamer

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